sexta-feira, 13 de janeiro de 2017



A escrita fez, desde sempre, parte de mim.
Os meus livros da escola estão por todo o lado escritos e desenhados. Nessa altura, expressava-me espontaneamente, transportando-me com facilidade para outro Mundo.
Este blog nasceu dessa necessidade de expressar por palavras o que sinto. Depois de anos sem escrever regularmente, decidi ir com a maré e seguir o meu coração.
A realidade é que ao longo dos anos, devido ao ritmo dos dias, me perdi. A certa altura agi como um robô que faz o que é pedido e esperado, até não aguentar mais. O meu eu, algures perdido dentro de mim, lutou por um espaço na agenda e fui obrigada a ouvi-lo novamente.
As dúvidas são constantes. Exijo muito mais de mim, do que dos outros. Acabo por me sentir sempre aquém daquilo que esperava de mim. E por isso, tento não ter grandes espectativas. Quando faço algo, é com o coração. Não o faço para os outros, faço-o de mim para mim e tento ao máximo, gerir a espectativa ansiosa em relação ao pensamento dos outros sobre o que revelo de mim.
Há sempre a esperança de que alguém se identifique, mas se assim não for, fico tranquilamente consciente de que dei tudo de mim, para mim mesma.

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