terça-feira, 23 de janeiro de 2018




Diz-se que a melhor forma de educar uma criança é demonstrando... exemplificando.

Hoje a minha filha perguntou-me, enquanto descíamos pelas escadas, se eu tinha chamado o elevador.
Disse-lhe que não, que se estávamos a utilizar as escadas, não havia necessidade de gastar mais energia.
Prontamente disse-me que eu o fazia muitas vezes, que chamava o elevador e que depois subíamos pelas escadas.
Expliquei-lhe que o fazia porque quando percebia que estavam vizinhos a chegar, chamava o elevador para que não tivessem que esperar por ele.
Rapidamente me respondeu que eles podiam perfeitamente chamar o elevador.
Respondi-lhe que também ela pode ir buscar água e, no entanto, eu também a trago até ela tantas vezes, não porque ela não o pode fazer, mas porque é uma forma de a mimar e acarinhar e que, o que faço ao chamar o elevador é exatamente o mesmo, um carinho e atenção que não me custa rigorosamente nada.
Depois de lhe ter dado o exemplo da água, ela entendeu...
Na realidade é algo que faço de uma forma automática e que não fazia sequer ideia que ela tinha reparado.
As crianças são esponjas, absorvem tudo, o bom e o mau. E realmente palavras são só palavras, no que toca a educar, se no fim de contas demonstrarmos o contrário daquilo que apregoamos.




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