sexta-feira, 12 de janeiro de 2018





Que educar não é fácil, já todos nós sabemos, que nos lançamos de cabeça nesta jornada porque queremos, também sabemos, mas o que por vezes não sabemos, é que na realidade, é algo mesmo muito, mas muito cansativo.
De um momento para o outro, passamos de heróis a vilões que debitam diariamente a mesma lengalenga... e a minha filha tem apenas 8 anos, por isso imagino, que o pior ainda esteja por vir.
É o meu papel, eu sei. É para o bem dela, eu sei, mas é-me tão difícil manter a postura de má da fita...
Não adoro este papel sempre regrado de educadora, adoro sim, o lado humano desse papel, o de moralizadora, confidente e motivadora. E na realidade, há coisas que eu não consigo simplesmente deixar passar. Faltas de respeito, de compreensão e de humanidade para com os outros. Não quero que ela se perca no mundo de maldizer apenas para se integrar, não quero que ela permita ou participe na maldade que é não aceitar os outros como são, ou tirar-lhes a liberdade de serem quem são e de o exprimir.
Quero que sinta empatia, que saiba que não devemos nunca magoar só porque outros o fazem e que pelo contrário, devemos sempre praticar o bem, mesmo que muitas vezes nos sintamos sozinhos nesta caminhada.
Sei perfeitamente que a essência da minha filha, é algo intrínseco, mas quero acreditar, que muito do que ela é, se deve a mim, a nós e a todo o esforço que fazemos para que o melhor dela sobressaia.
No entanto, penso muitas vezes que talvez não tenha sido talhada para ser mãe, algo que o meu marido contesta constantemente, demonstrando-me e provando-me exatamente o contrário, e sim, sei que este sentimento provém do simples facto de não ser igual às outras mães.
Não sou regrada, sou preguiçosa, e rotinas, são algo que dificilmente sigo.
Não sou aquela mãe, que se vê a léguas que nasceu para este papel.
Sei que falho, que falho muito, que estou a aprender e que dificilmente me sentirei alguma vez a mãe perfeita (sim, elas existem e andam por aí), mas também sei, que no meio de toda esta minha imperfeição, existe algo em que nunca me permitirei falhar. Demonstrarei sempre todo o amor que sinto por ela, e sei que aqui, neste ponto, sou absolutamente perfeita.


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