terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sobre isto das redes sociais, YouTubers, Influencers, etc...



Toda a gente se queixa do vizinho coscuvilheiro, dos familiares intrometidos e da senhora da padaria que fala mal de toda a gente. Ninguém gosta que se metam na nossa vida, no sentido de criticar a educação que damos, a roupa que vestimos ou a quantidade de banhos que tomamos, no entanto,  hoje em dia, ninguém se poupa no que toca a criticar a educação que os outros dão aos seus filhos.
Nós pais que desabafam sobre os filhos que têm, as birras, os momentos complicados do dia a dia, ou os momentos maravilhosos que a maternidade traz, estamos a colocar-nos a jeito para ouvir as críticas que não queremos. Abrimos as portas, levantamos o véu e partilhamos um pouco do nosso mundo, é verdade. No meu caso, faço-o porque este desabafo digital, me torna mais sã. Porque tantas vezes, nos sentimos sós e precisamos de sentir que existe um alguém que nos entende e que está a passar exatamente pelo mesmo que nós, e porque nós, seres humanos, vivemos para estar conectados uns com os outros. Precisamos uns dos outros e somos infinitamente mais felizes em comunhão. No entanto, vivemos numa era de crítica constante. E se educar já é difícil, se nos questionamos constantemente e vivemos com a culpa e o sentir que talvez possamos estar a fazer algo errado, rapidamente aparecem inúmeras teorias que nos demonstram que tudo o que fazemos enquanto pais, está errado. E depois aparecem outras que apoiam o nosso método, e pessoas que acham que somos pais maravilhosos, e outras pessoas que têm a certeza de que estamos a criar monstros.
A minha filha tem 8 anos, quase 9. Diz que quer ser YouTuber, e Designer de moda. Provavelmente não será nem uma coisa, nem outra.
A minha filha adora passar horas a jogar no computador, eu detesto jogos no geral e o meu marido, que teve o seu primeiro computador com 8 anos, sempre adorou passar horas e horas a jogar. Já lá vão 34 anos e continua a adorar.
A minha filha, é ótima aluna, gosta da escola, adora dançar, fazer a roda e o pino e ginástica no geral. É muito faladora, adora ler, escrever, desenhar, cantar e brincar com Barbies.
Ouve música péssima, mas também ouve música extraordinária.
A minha filha diz que quer ser YouTuber e Designer de moda e eu digo-lhe que só quero que ela seja feliz.
O YouTube tem conteúdo péssimo, a televisão tem conteúdo péssimo e há pais que são péssimos pais. 
Já aqui escrevi inúmeras vezes sobre as minhas imperfeições como mãe, mas também escrevi sobre as minhas qualidades. Faço o melhor que sei e nem sempre dou o meu melhor. Somos humanos e os nossos filhos também o são.
Hoje em dia é tudo horrível e antigamente é que era maravilhoso. Antigamente os pais é que eram bons e no entanto mal me recordo dos meus pais brincarem comigo, ou lerem comigo, ou de me irem buscar à escola antes das 7h da noite.
O meu marido ia para a escola sozinho, com a idade da minha filha. E fez tantas, mas tantas asneiras que é até inacreditável que hoje em dia seja a pessoa calma e consciente que é.
Isto tudo para dizer, que vivemos numa era de culpa. Todos os miúdos que estamos a criar serão selvagens e psicopatas que não largam os ecrãs e não sabem distinguir o bem do mal...
Eu não sei quanto a vocês, nem sequer posso adivinhar o futuro, mas olhando para a minha filha e para tantos miúdos maravilhosos que vejo por aí, eu diria que nunca existiu geração mais justa e consciente do mundo que nos rodeia.
Como digo sempre, para tudo na vida tem que existir um equilíbrio. 
Portanto, na minha opinião, de leiga, que na realidade não conta para nada, devemos criticar menos os outros e olhar mais para o que temos em  casa. A maioria faz o melhor que pode.
Podemos evoluir, sem esquecer as nossas raízes. E devemos incuti-las nestes seres pequeninos que estamos a criar. Seres equilibrados, constroem-se assim!


Sem comentários :

Enviar um comentário