quarta-feira, 21 de março de 2018

Vamos falar de piolhos?!



Olá, eu sou a Vanessa, tenho 30 anos (quase,quase 31) e sou uma piolhosa do pior.
Como qualquer outra mãe, também eu sofro com esta praga, mas calha que eu sou mais piolhosa do que a minha filha.
Lembro-me bem do inferno que a minha mãe passou. Juntem um cabelo comprido e farto a uma miúda que pelos vistos tem o melhor sangue de sempre e têm aqui o segredo para o sucesso, não o meu sucesso, claro.
Também me recordo muito bem, dos intervalos no colégio, passados a ser catada pela minha professora preferida - Olá Ana Paula! - e lembro-me bem da experiência de quase-morte que aquele pente assassino me provocava quando a minha avó querida - Olá avó Célia! - resolvia que estava na hora de nos sentarmos nas escadas e correr a pontapé toda a piolhada que por ali andava.
Pensando bem, a minha infância foi passada nisto e, quando pensávamos que estávamos finalmente livres desta bicharada, o meu irmão foi para a escola e adivinhem...
Ora quando me tornei adulta achei mesmo, mesmo que estava livre, mas estava bem enganada. Sempre que a miúda se começa a coçar, já sei que estou completamente lixada, mas encontrei finalmente forma de dar cabo destes meninos, que não só adoram o meu cabelo, como pelos vistos se alimentam do champô que supostamente serviria para os matar.
Portanto o meu segredo é fazer todo o processo de aplicação do champô, um qualquer serve porque na realidade nenhum deles serve para os matar, é mais para os deixar assim atarantados e escorregadios, e depois faço aquilo que nunca faço no dia a dia, que é secar o cabelo com o secador e "fritá-los" logo de seguida com o ferro de alisar. E depois é fazer o mesmo sempre que se lava o cabelo. No fundo é uma guerra que estou a perder, mas a esperança é a última a morrer.
A minha filha felizmente não tem a mesma queda para os manter. Por norma as duas lavagens com o champô são o suficiente para os fazer desaparecer. No fundo ela atua apenas como forma de transporte, trá-los para casa para se livrar deles num abrir e fechar de olhos e me deixar a mim em pé de guerra com esta eterna pandemia.
Se tiverem alguma dica que me possam dar, enquanto ainda tenho cabelo, agradeço. Ah e a técnica de perfumar a cabeça por aqui não resulta, acho que eles gostam da nossa seleção de perfumes.


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